quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cidades historicas do Tocantins I



Natividade



Natividade ainda guarda as marcas do período da escravidão, quando chegou a ter mais de 40 mil homens em cativeiro, trabalhando na exploração do ouro.
De acordo com as lendas do lugar, suas paredes guardam grandes fortunas em ouro, que era abundante na região e que, ainda hoje, é encontrado nas pedras que calçam as ruas.
Natividade conserva ruas estreitas e antigos casarões, com arquitetura de influência portuguesa e francesa. Em 1987, seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Como chegar:
Palmas - Porto Nacional, pela TO-070.
Em seguida, Porto Nacional - Silvanópolis, pela TO-050.
Silvanópolis - Natividade, pela BR-010.

Turismo Cultural







O artesanato é feito à base de palha de buriti (esteiras e chapéus) e barro (potes). Entre as comidas típicas destacam-se a produção de doces de mamão, caju e buriti.
Quibebe de carne seca com mandioca picada, frango cozido com guariroba, frango assado e arroz com pequi são algumas das delícias da região. Também, tradicionais da região, temos o biscoito amor-perfeito, licores de frutas típicas do cerrado e a produção artesanal de jóias.
Entre as principais danças folclóricas destacam-se a sússia e a catira, apresentadas em eventos religiosos e apresentações culturais.
Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Igreja do século XVIII, construída pelos escravos, que não chegou a ser concluída. Da sua estrutura original restaram apenas as paredes laterais e o arco da entrada principal, totalmente feitos de pedra.
As ruínas encontram-se em bom estado de conservação. Por não possuir teto, o que possibilita um ambiente ao ar livre, a igreja abriga apresentações artístico-culturais da região como, por exemplo, a sússia – dança local típica, herdada dos escravos e que representa um jogo de sedução entre casais.

Igreja de Nossa Senhora da Natividade (Igreja da Matriz)






A igreja data de 1759 e apresenta uma arquitetura simples, em estilo colonial. O altar é feito de madeira, pintado de azul e a igreja possui, ainda, dois sinos de cobre.

Centro Bom Jesus de Nazaré (Sítio Jacuba)


Destaca-se pelas construções presentes em seu terreno. A sua estrutura é composta por várias formações em rocha, imitando seres humanos, magos, pássaros gigantes e figuras estelares e geométricas. O local é considerado místico por estudiosos e pelos próprios moradores da região,

Romaria do Bonfim

É a maior e a mais tradicional festa religiosa do Estado do Tocantins, que recebe uma média de 60 mil fiéis vindos de diversas regiões do Estado. A festa de Nosso Senhor do Bonfim acontece de 7 a 17 de agosto, no povoado de Bonfim, a 24 km de Natividade.
É comum ver os romeiros atravessando, de joelhos, os 24 km revestidos de cascalho que separam o povoado da cidade de Natividade, em uma impressionante demonstração de fé e resignação. A origem da Romaria remonta aos primeiros focos de surgimento de Natividade. O local teria sido um santuário criado por fiéis ou um núcleo missionário dos carmelitas ou dos jesuítas.

Ruínas da cidade velha
A cidade velha foi o núcleo que deu origem à cidade de Natividade, no início do século XVIII. As trilhas que levam às ruínas só podem ser percorridas a pé, com o acompanhamento de um guia, por se tratar de uma região de garimpo de ouro ainda semi-ativo.

Festa do Divino






É realizada há mais de um século. No domingo do Espírito Santo, o grande dia, o Imperador, personagem central da festa é conduzido ao altar da Igreja Matriz, onde assiste a celebração da missa. De lá, parte-se para uma grande festa regada a doces, bolos e bebidas na casa do Imperador. A crença diz que o Divino acaba com a fome, com a guerra e que sua bandeira traz bênçãos, fortuna e alegria para a comunidade.
Referência:

Imagens;





http://olhares.uol.com.br/centro-historico-de-natividade-tocantins-foto3141317.html http://www.cidadesdomeubrasil.com.br/to/natividade
http://conexaoto.com.br/2012/05/29/festa-do-divino-em-natividade-resgata-tradicao-cultural



 

A Letra Escarlate - Livro de Nathaniel Hawthorne

Em "A Letra Escarlate", Nathaniel Hawthorne mostra as desventuras de Hester Prynne na cidade de Boston, nos Estados Unidos do século XVII. Numa sociedade dominada essencialmente por puritanos, a protagonista da história sofre um julgamento. O crime: teve uma filha, mesmo sendo uma mulher sem marido. Pressionada várias vezes pelos magistrados, e por uma última vez, pelo seu pastor pessoal, Mr. Dimmesdale, ela se recusa a dizer o nome do pai da criança.
Como pena para esse "pecado", Hester deveria usar, em sua roupa, uma letra "A" (de adultério) de cor vermelha. Nos primeiros dias, ela deveria permanecer sobre um tablado com sua filha aos braços por longas três horas e, em outro período do dia, ficaria na prisão. Tudo para que servisse de exemplo às pessoas que caíssem na tentação da carne.
O autor nos mostra como o fanatismo religioso pode ser perigoso; quando os magistrados anunciam a sentença publicamente, algumas pessoas da cidade se revoltam, pois a consideram muito branda. Uma delas diz que se deveria queimar-lhe toda a fronte com a letra "A", um castigo até leve para quem costumava queimar e afogar "bruxas". Hester cria sua filha sozinha, sofrendo o desprezo daqueles que a consideravam pecadora. Vemos como gastavam-se tempo e energia perseguindo aqueles que não se comportavam de acordo com os padrões morais e comportamentais estabelecidos na época. Perseguiam, julgavam e discriminavam conforme suas crendices e o que achavam correto. Não tinham respeito pelo diferente. Esse lado do isolamento pelo qual tais pessoas passavam fica bem explícito na obra.
Um dia, na prisão, sua filha passou mal e foi-lhe chamado um médico chamado Roger Chillingworth, recém-chegado a Boston. Quando este adentra ao local, a mulher tem uma surpresa: tratava-se de seu ex-marido, que prometia vingança contra aquele por quem Hester se apaixonara. Ele pede à ex-mulher que mantenha esse segredo, pois não ficaria bem a ele ser apontado na cidade como um homem traído. Caso ela não mantivesse esse segredo, ele destruiria a vida daquele que ela amava perante a sociedade.
O tempo passa, Dimmesdale e Roger Chillingworth tornam-se amigos e vão morar na mesma casa. Isso acontece, pois a saúde do jovem pastor mostrou-se frágil, portanto, foi-lhe aconselhado a ficar perto do médico para que este zelasse por sua saúde.
Hawthorne descreve com primor os tipos; quando fala do ódio de Chillingworth, o leitor é capaz de percebê-lo. Em alguns momentos, sentimos "raiva" de Hester por não abandonar aquele local de sofrimento e partir para uma vida nova. Sofremos e sentimos seu isolamento, o modo como a maltratam nos traz à reflexão nossos preconceitos e discriminações do dia-a-dia. Todos nós temos uma Hester Prynne a quem julgamos, isolamos e maltratamos, apenas por ser diferente, por pensar diferente ou por agir diferente.
No decorrer da história, o (re)encontro entre Hester e o Reverendo Dimmesdale é inevitável. Após os acertos de uma fuga à "Romeu e Julieta", em que fariam o caminho oposto partindo rumo à Inglaterra, descobrem que Chillinworth faria a mesma viagem, estragando, dessa forma, seus planos.
A amargura do segredo tomava cada vez mais conta do coração do jovem pastor. Queria se livrar daquele sentimento como que num grito. Ele sobe ao tablado em que, outrora, sua amada e sua filha foram colocadas para que a primeira pagasse por seu pecado, leva as duas consigo e, para toda a cidade, confessa ter sido aquele que "pecou" com Hester. Talvez aliviado por tamanho peso, ou sentindo a decepção daquela gente, ele morre aos braços de sua amada Hester. Chillingworth morre pouco tempo depois, e mãe e filha partem à Inglaterra, pois o reverendo lhes havia deixado uma herança. Anos depois, Hester volta para passar seus últimos dias no lugar em que tudo havia acontecido.
Vemos como a preocupação em manter a "máscara social" numa sociedade pode ser maligna a uma pessoa. O afã em querer manter as aparências e as conseqüentes mentiras podem destruir vidas, futuros e sonhos. O final dado à história pelo autor é, de certa forma, uma punição àqueles que cometeram os atos questionáveis (Chillinworth e Dimmesdale) e um "prêmio" a quem sofreu com voz calada toda a trama (Hester e Pearl). Mais uma vez, isso nos remete à reflexão, pois, em nossas vidas, ao contrário da ficção, nem sempre aqueles que causam a destruição de outros têm o devido castigo. Cabe a nós agirmos conforme nossa consciência para que não sigamos caminhos semelhantes aos deles. 
Referência:
 http://darini.blogspot.com.br

sábado, 3 de agosto de 2013

Resumo livro o Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro, obra-prima do escritor Robert L. Stevenson, já conhecido por seu livro A Ilha do Tesouro, tornou-se famoso na época em que foi lançado, em 1886, por sua atmosfera sombria e seu clima de inequívoco terror e tensão. A trama é desenvolvida por diversas vozes narrativas, que transmitem ao leitor seus pontos de vista sobre a história do médico Dr. Jekyll , honesto e virtuoso, que tenta, em suas experiências científicas, dividir sua face boa e sua natureza má.
É assim que nasce o pavoroso Mr. Hyde, materialização de suas inclinações perversas, através de uma fórmula química elaborada secretamente no laboratório do Dr. Jekyll, que procura manter sua criatura sob estrito controle. No início ele alcança seus intentos, mas aos poucos vai encontrando dificuldades para retomar sua personalidade primordial, discreta e circunspecta.
Com o passar do tempo, e impossibilitado de produzir mais doses de sua fórmula, o médico é dominado pelo monstro, o qual é condenado por homicídio. Ciente de que sua outra metade é acusada de cometer um crime, o doutor se desespera e recorre a uma atitude radical.
Este enredo foi inspirado por uma história real, a de um marceneiro de Edimburgo, vítima de dupla personalidade; William Brodie era um simples profissional à luz do dia, mas à noite ele assaltava as residências dos habitantes da cidade.
Neste livro a trama transcorre na cidade londrina de fins do século XIX. Neste momento eram desenvolvidas as teorias do inconsciente; desta forma, Stevenson contribuiu, com sua obra, para o aprofundamento desta tese psicanalítica. Mas nela os mecanismos psíquicos se aliam aos fatores sociais.
Assim, o autor revela em O Médico e o Monstro uma Londres marcada por confrontos ocultos, tão dividida quanto o próprio Dr. Jekyll. De um lado, a cidade vitoriana conhecida pelo protagonista, digna de respeito como ele, povoada por uma classe cada vez mais abastada; de outro, um recanto nebuloso, cenário de terríveis assassinatos, frequentado por Mr. Hyde e habitado por uma maioria desprovida de recursos econômicos.
Para atender às demandas de um centro urbano esquizofrênico, é criada em 1829 a organização denominada Scotland Yard, perita em solucionar violações à lei e por ter se inscrito definitivamente na história das investigações policiais da Inglaterra. Neste livro ela faz sua primeira aparição na esfera literária.
Esta obra, embora aborde questões complexas e inovadoras, como o tema do inconsciente e de seus mecanismos, tem como público-alvo a grande massa, a mesma que já consumiu A Ilha do Tesouro. Assim, a linguagem é singela e de cristalina compreensão. Ela apresenta características que marcam o gênero policial, no qual os capítulos e a trama se ajustam exatamente, de tal forma que todos os componentes da trama se unem apenas no final, contribuindo para que o mistério seja solucionado.
Fontes:
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/o/o_medico_e_o_monstro
Cadernos Entre Livros – Panorama da Literatura Inglesa. Editora Duetto, Editor: Oscar Pilagallo.

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