quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cidades historicas do Tocantins I



Natividade



Natividade ainda guarda as marcas do período da escravidão, quando chegou a ter mais de 40 mil homens em cativeiro, trabalhando na exploração do ouro.
De acordo com as lendas do lugar, suas paredes guardam grandes fortunas em ouro, que era abundante na região e que, ainda hoje, é encontrado nas pedras que calçam as ruas.
Natividade conserva ruas estreitas e antigos casarões, com arquitetura de influência portuguesa e francesa. Em 1987, seu centro histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Como chegar:
Palmas - Porto Nacional, pela TO-070.
Em seguida, Porto Nacional - Silvanópolis, pela TO-050.
Silvanópolis - Natividade, pela BR-010.

Turismo Cultural







O artesanato é feito à base de palha de buriti (esteiras e chapéus) e barro (potes). Entre as comidas típicas destacam-se a produção de doces de mamão, caju e buriti.
Quibebe de carne seca com mandioca picada, frango cozido com guariroba, frango assado e arroz com pequi são algumas das delícias da região. Também, tradicionais da região, temos o biscoito amor-perfeito, licores de frutas típicas do cerrado e a produção artesanal de jóias.
Entre as principais danças folclóricas destacam-se a sússia e a catira, apresentadas em eventos religiosos e apresentações culturais.
Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Igreja do século XVIII, construída pelos escravos, que não chegou a ser concluída. Da sua estrutura original restaram apenas as paredes laterais e o arco da entrada principal, totalmente feitos de pedra.
As ruínas encontram-se em bom estado de conservação. Por não possuir teto, o que possibilita um ambiente ao ar livre, a igreja abriga apresentações artístico-culturais da região como, por exemplo, a sússia – dança local típica, herdada dos escravos e que representa um jogo de sedução entre casais.

Igreja de Nossa Senhora da Natividade (Igreja da Matriz)






A igreja data de 1759 e apresenta uma arquitetura simples, em estilo colonial. O altar é feito de madeira, pintado de azul e a igreja possui, ainda, dois sinos de cobre.

Centro Bom Jesus de Nazaré (Sítio Jacuba)


Destaca-se pelas construções presentes em seu terreno. A sua estrutura é composta por várias formações em rocha, imitando seres humanos, magos, pássaros gigantes e figuras estelares e geométricas. O local é considerado místico por estudiosos e pelos próprios moradores da região,

Romaria do Bonfim

É a maior e a mais tradicional festa religiosa do Estado do Tocantins, que recebe uma média de 60 mil fiéis vindos de diversas regiões do Estado. A festa de Nosso Senhor do Bonfim acontece de 7 a 17 de agosto, no povoado de Bonfim, a 24 km de Natividade.
É comum ver os romeiros atravessando, de joelhos, os 24 km revestidos de cascalho que separam o povoado da cidade de Natividade, em uma impressionante demonstração de fé e resignação. A origem da Romaria remonta aos primeiros focos de surgimento de Natividade. O local teria sido um santuário criado por fiéis ou um núcleo missionário dos carmelitas ou dos jesuítas.

Ruínas da cidade velha
A cidade velha foi o núcleo que deu origem à cidade de Natividade, no início do século XVIII. As trilhas que levam às ruínas só podem ser percorridas a pé, com o acompanhamento de um guia, por se tratar de uma região de garimpo de ouro ainda semi-ativo.

Festa do Divino






É realizada há mais de um século. No domingo do Espírito Santo, o grande dia, o Imperador, personagem central da festa é conduzido ao altar da Igreja Matriz, onde assiste a celebração da missa. De lá, parte-se para uma grande festa regada a doces, bolos e bebidas na casa do Imperador. A crença diz que o Divino acaba com a fome, com a guerra e que sua bandeira traz bênçãos, fortuna e alegria para a comunidade.
Referência:

Imagens;





http://olhares.uol.com.br/centro-historico-de-natividade-tocantins-foto3141317.html http://www.cidadesdomeubrasil.com.br/to/natividade
http://conexaoto.com.br/2012/05/29/festa-do-divino-em-natividade-resgata-tradicao-cultural



 

A Letra Escarlate - Livro de Nathaniel Hawthorne

Em "A Letra Escarlate", Nathaniel Hawthorne mostra as desventuras de Hester Prynne na cidade de Boston, nos Estados Unidos do século XVII. Numa sociedade dominada essencialmente por puritanos, a protagonista da história sofre um julgamento. O crime: teve uma filha, mesmo sendo uma mulher sem marido. Pressionada várias vezes pelos magistrados, e por uma última vez, pelo seu pastor pessoal, Mr. Dimmesdale, ela se recusa a dizer o nome do pai da criança.
Como pena para esse "pecado", Hester deveria usar, em sua roupa, uma letra "A" (de adultério) de cor vermelha. Nos primeiros dias, ela deveria permanecer sobre um tablado com sua filha aos braços por longas três horas e, em outro período do dia, ficaria na prisão. Tudo para que servisse de exemplo às pessoas que caíssem na tentação da carne.
O autor nos mostra como o fanatismo religioso pode ser perigoso; quando os magistrados anunciam a sentença publicamente, algumas pessoas da cidade se revoltam, pois a consideram muito branda. Uma delas diz que se deveria queimar-lhe toda a fronte com a letra "A", um castigo até leve para quem costumava queimar e afogar "bruxas". Hester cria sua filha sozinha, sofrendo o desprezo daqueles que a consideravam pecadora. Vemos como gastavam-se tempo e energia perseguindo aqueles que não se comportavam de acordo com os padrões morais e comportamentais estabelecidos na época. Perseguiam, julgavam e discriminavam conforme suas crendices e o que achavam correto. Não tinham respeito pelo diferente. Esse lado do isolamento pelo qual tais pessoas passavam fica bem explícito na obra.
Um dia, na prisão, sua filha passou mal e foi-lhe chamado um médico chamado Roger Chillingworth, recém-chegado a Boston. Quando este adentra ao local, a mulher tem uma surpresa: tratava-se de seu ex-marido, que prometia vingança contra aquele por quem Hester se apaixonara. Ele pede à ex-mulher que mantenha esse segredo, pois não ficaria bem a ele ser apontado na cidade como um homem traído. Caso ela não mantivesse esse segredo, ele destruiria a vida daquele que ela amava perante a sociedade.
O tempo passa, Dimmesdale e Roger Chillingworth tornam-se amigos e vão morar na mesma casa. Isso acontece, pois a saúde do jovem pastor mostrou-se frágil, portanto, foi-lhe aconselhado a ficar perto do médico para que este zelasse por sua saúde.
Hawthorne descreve com primor os tipos; quando fala do ódio de Chillingworth, o leitor é capaz de percebê-lo. Em alguns momentos, sentimos "raiva" de Hester por não abandonar aquele local de sofrimento e partir para uma vida nova. Sofremos e sentimos seu isolamento, o modo como a maltratam nos traz à reflexão nossos preconceitos e discriminações do dia-a-dia. Todos nós temos uma Hester Prynne a quem julgamos, isolamos e maltratamos, apenas por ser diferente, por pensar diferente ou por agir diferente.
No decorrer da história, o (re)encontro entre Hester e o Reverendo Dimmesdale é inevitável. Após os acertos de uma fuga à "Romeu e Julieta", em que fariam o caminho oposto partindo rumo à Inglaterra, descobrem que Chillinworth faria a mesma viagem, estragando, dessa forma, seus planos.
A amargura do segredo tomava cada vez mais conta do coração do jovem pastor. Queria se livrar daquele sentimento como que num grito. Ele sobe ao tablado em que, outrora, sua amada e sua filha foram colocadas para que a primeira pagasse por seu pecado, leva as duas consigo e, para toda a cidade, confessa ter sido aquele que "pecou" com Hester. Talvez aliviado por tamanho peso, ou sentindo a decepção daquela gente, ele morre aos braços de sua amada Hester. Chillingworth morre pouco tempo depois, e mãe e filha partem à Inglaterra, pois o reverendo lhes havia deixado uma herança. Anos depois, Hester volta para passar seus últimos dias no lugar em que tudo havia acontecido.
Vemos como a preocupação em manter a "máscara social" numa sociedade pode ser maligna a uma pessoa. O afã em querer manter as aparências e as conseqüentes mentiras podem destruir vidas, futuros e sonhos. O final dado à história pelo autor é, de certa forma, uma punição àqueles que cometeram os atos questionáveis (Chillinworth e Dimmesdale) e um "prêmio" a quem sofreu com voz calada toda a trama (Hester e Pearl). Mais uma vez, isso nos remete à reflexão, pois, em nossas vidas, ao contrário da ficção, nem sempre aqueles que causam a destruição de outros têm o devido castigo. Cabe a nós agirmos conforme nossa consciência para que não sigamos caminhos semelhantes aos deles. 
Referência:
 http://darini.blogspot.com.br

sábado, 3 de agosto de 2013

Resumo livro o Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro, obra-prima do escritor Robert L. Stevenson, já conhecido por seu livro A Ilha do Tesouro, tornou-se famoso na época em que foi lançado, em 1886, por sua atmosfera sombria e seu clima de inequívoco terror e tensão. A trama é desenvolvida por diversas vozes narrativas, que transmitem ao leitor seus pontos de vista sobre a história do médico Dr. Jekyll , honesto e virtuoso, que tenta, em suas experiências científicas, dividir sua face boa e sua natureza má.
É assim que nasce o pavoroso Mr. Hyde, materialização de suas inclinações perversas, através de uma fórmula química elaborada secretamente no laboratório do Dr. Jekyll, que procura manter sua criatura sob estrito controle. No início ele alcança seus intentos, mas aos poucos vai encontrando dificuldades para retomar sua personalidade primordial, discreta e circunspecta.
Com o passar do tempo, e impossibilitado de produzir mais doses de sua fórmula, o médico é dominado pelo monstro, o qual é condenado por homicídio. Ciente de que sua outra metade é acusada de cometer um crime, o doutor se desespera e recorre a uma atitude radical.
Este enredo foi inspirado por uma história real, a de um marceneiro de Edimburgo, vítima de dupla personalidade; William Brodie era um simples profissional à luz do dia, mas à noite ele assaltava as residências dos habitantes da cidade.
Neste livro a trama transcorre na cidade londrina de fins do século XIX. Neste momento eram desenvolvidas as teorias do inconsciente; desta forma, Stevenson contribuiu, com sua obra, para o aprofundamento desta tese psicanalítica. Mas nela os mecanismos psíquicos se aliam aos fatores sociais.
Assim, o autor revela em O Médico e o Monstro uma Londres marcada por confrontos ocultos, tão dividida quanto o próprio Dr. Jekyll. De um lado, a cidade vitoriana conhecida pelo protagonista, digna de respeito como ele, povoada por uma classe cada vez mais abastada; de outro, um recanto nebuloso, cenário de terríveis assassinatos, frequentado por Mr. Hyde e habitado por uma maioria desprovida de recursos econômicos.
Para atender às demandas de um centro urbano esquizofrênico, é criada em 1829 a organização denominada Scotland Yard, perita em solucionar violações à lei e por ter se inscrito definitivamente na história das investigações policiais da Inglaterra. Neste livro ela faz sua primeira aparição na esfera literária.
Esta obra, embora aborde questões complexas e inovadoras, como o tema do inconsciente e de seus mecanismos, tem como público-alvo a grande massa, a mesma que já consumiu A Ilha do Tesouro. Assim, a linguagem é singela e de cristalina compreensão. Ela apresenta características que marcam o gênero policial, no qual os capítulos e a trama se ajustam exatamente, de tal forma que todos os componentes da trama se unem apenas no final, contribuindo para que o mistério seja solucionado.
Fontes:
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/o/o_medico_e_o_monstro
Cadernos Entre Livros – Panorama da Literatura Inglesa. Editora Duetto, Editor: Oscar Pilagallo.

Questões Grécia Antiga

1. (Espm 2005) "A Olimpíada de Atenas é a chance que os gregos pediram a Zeus para expor aos olhos do mundo, no curto espaço de 17 dias, uma queixa que já dura 2 séculos. A queixa é de furto. E diz respeito aos extraordinários frisos de mármore esculpidos por Fídias no Partenon - que está entre os 5 dos mais imponentes monumentos ainda preservados da Antiguidade clássica. Os mármores de Elgin, assim é chamada a preciosidade, duvidoso tributo ao homem que a surrupiou em 1836, e olimpicamente a despachou para casa - isto é, para a Inglaterra. Desde 1816 elas repousam no British Museum". 


O texto menciona o Partenon, cuja imagem você pode ver neste exercício. Sobre o Partenon é correto afirmar que: 
a) Foi erguido nos tempos homéricos, estando sua construção descrita na Ilíada e na Odisseia; 
b) Foi um conjunto arquitetônico erguido durante o período arcaico, sendo sua construção descrita por Homero; 
c) Foi um conjunto arquitetônico mandado construir por Péricles, no período clássico, com obras de Fídias, um dos maiores escultores daquele tempo; 
d) Foi um conjunto arquitetônico mandado construir por Alexandre da Macedônia e representava o estilo grandioso da arquitetura helenística; 
e) Foi um conjunto arquitetônico mandado construir pelos romanos, quando a região da Grécia sofreu forte influência da arquitetura dos etruscos.


2. (Uespi 2012) A democracia continua criando polêmicas e atraindo mudanças políticas. Na época de Clístenes, na Grécia Antiga, a democracia conseguiu espaços de poder importantes. Nos tempos de Clístenes, a democracia: 

a) firmou-se com propostas descentralizadoras, ampliando a cidadania e evitando a existência do trabalho escravo, defendido pelo filósofo Aristóteles. 
b) facilitou a participação no governo dos cidadãos mais pobres, chegando a remunerar os cargos políticos e reorganizando a administração da cidade de Atenas. 
c) anulou a lei que defendia o exílio político, por ser opressiva e privilegiar a nobreza dona das grandes propriedades rurais. 
d) considerou as mulheres como participantes da cidadania, renovando as tradições e combatendo a corrupção muito comum na época da tirania. 
e) defendeu a aplicação das teorias políticas de Platão, organizando uma República onde prevalecia o poder das Assembleias Populares. 

3. (Mackenzie 2010) 

Frank Miller inspirou-se na verdadeira Batalha de Termópilas, ocorrida em 438 a.C, na Grécia, para escrever “Os 300 de Esparta”. A adaptação da história em quadrinhos de Miller foi levada ao cinema, em 2006, pelo diretor Zack Sn der, com o título “300”. A respeito do contexto das Guerras Médicas (500-479 a.C), tema abordado no filme, assinale a alternativa correta. 
a) O domínio e a expansão naval fenícia ameaçavam a hegemonia da Grécia sobre o mar Egeu, o que ocasionou a formação de uma aliança defensiva grega. 
b) Desenvolvendo uma política imperialista, Atenas entrou em conflito com Esparta que, agrária e oligárquica, permaneceu fechada à expansão territorial. 
c) O expansionismo persa, que já havia dominado cidades gregas da Ásia Menor e estabelecido o controle persa sobre rotas comerciais do Oriente, ameaçava a soberania da Grécia, tornando inevitável o conflito grego-pérsico. 
d) Esparta, por priorizar a formação física e militar, cultivando no indivíduo o patriotismo incondicional ao Estado, liderou a ofensiva grega contra os assírios, que ameaçavam as instituições democráticas gregas. 
e) O forte espírito militarista presente na cultura helenística e difundido em todas as pólis gregas permitiu que, no conflito contra os medos, a Grécia obtivesse a supremacia militar e se sagrasse vencedora. 

4. (Fatec) "A cidade-estado era um objeto mais digno de devoção do que os deuses do Olimpo, feitos à imagem de bárbaros humanos. A personalidade humana, quando emancipada, sofre se não encontra um objeto mais ou menos digno de sua devoção, fora de si mesma."

(Toynbee, Arnold J. HELENISMO, HISTÓRIA DE UMA CIVILIZAÇÃO)

Na antiguidade clássica, as cidades-estados representavam
a) uma forma de garantir territorialmente a participação ampla da população na vida política grega.
b) um recurso de expansão das colônias gregas.
c) uma forma de assegurar a independência política das cidades gregas entre si.
d) uma característica da civilização helenística no sistema político grego.
e) uma instituição política helenística no sistema político grego.

5. (Fei) Atenas foi considerada o berço do regime democrático no mundo antigo. Sobre o regime democrático ateniense, é CORRETO afirmar que:
a) Era baseado na eleição de representantes para as Assembleias Legislativas, que se reuniam uma vez por ano na Ágora e deliberavam sobre os mais variados assuntos.
b) Apenas os homens livres eram considerados cidadãos e participavam diretamente das decisões tomadas na Cidade-Estado.
c) Os estrangeiros e mulheres maiores de 21 anos podiam participar livremente das decisões tomadas nas assembleias da Cidade-Estado.
d) Era erroneamente chamado de democrático pois negava a existência de representantes eleitos pelo povo.
e) A inexistência de escravos em Atenas levava a uma participação quase total da população da Cidade-Estado na política.

6. (Fgv) A Guerra do Peloponeso, ocorrida na Grécia entre 431 e 401 a.C., foi:
a) uma guerra defensiva empreendida pelos gregos contra a invasão dos persas e a ameaça de perda de suas principais praças de comércio do Mar Mediterrâneo;
b) uma luta entre dórios e aqueus na época da ocupação do território grego que resultou na formação das cidades de Esparta e Atenas;
c) uma luta comandada pelas cidades de Esparta e Corinto contra a hegemonia da Confederação de Delos - liderada por Atenas - sobre o território grego;
d) uma guerra entre gregos e romanos, pelo desejo de implantação de uma cultura hegemônica sobre os povos do Oriente Próximo;
e) uma invasão do território grego pelas tropas de Alexandre - O Grande, na época de expansão do Império Macedônico que herdara de seu pai.

7. (Fuvest) 
"Ao povo dei tanto privilégio quanto lhe bastasse,
nada tirando ou acrescentando à sua honra;
Quanto aos que tinham poder e eram famosos por sua riqueza,
também tive cuidado para que não sofressem nenhum dano...
e não permiti que nenhum dos dois lados triunfasse injustamente."

Sobre esse texto, é correto afirmar que seu autor,
a) o dramaturgo Sólon, reproduz um famoso discurso de Péricles, o grande estadista e fundador da democracia ateniense;
b) o demagogo Sólon, recorre à eloqüência e à retórica para enganar as massas e assim obter seu apoio para alcançar o poder;
c) o tirano Sólon, lembra como, astutamente, acabou com as lutas de classes em Atenas, submetendo ricos e pobres às mesmas leis;
d) o filósofo Sólon, evoca de maneira poética a figura do lendário Drácon, estadista e criador da democracia ateniense;
e) o legislador Sólon, exprime o orgulho pelas leis, de caráter democrático, que fez aprovar em Atenas quando governou a cidade.

8. (Mackenzie) Na Pólis grega e no Império Romano, o trabalhador escravo esteve na origem das grandes realizações, podendo-se afirmar que:
a) tanto na Grécia como em Roma, eram instrumentos vivos e participavam da vida política, respectivamente da Bulé e do Senado.
b) os escravos podiam pertencer exclusivamente aos cidadãos e realizavam assembléias que defendiam seus direitos.
c) a fonte principal de abastecimento de escravos, tanto em Roma como na Grécia, era o comércio com as tribos africanas.
d) a invasão da Macedônia na Grécia e as guerras de expansão romanas determinaram o fim da escravidão.
e) o sistema de produção era baseado na força de trabalho de prisioneiros de guerra ou populações escravizadas.

9. (Mackenzie) Foram características econômicas e sociais da Cidade-Estado Esparta, no período Arcaico:
a) a posição do indivíduo na comunidade era definida pelo seu grau de parentesco com o patriarca e sua economia era natural e coletivista.
b) as classes sociais ligadas ao comércio, ao mesmo tempo que adquiriam maior poder econômico, procuravam ampliar seu domínio social.
c) a existência de uma oligarquia aristocrática, que monopolizava o poder militar, político e religioso, culturalmente arcaica, sem atividades mercantis.
d) a proibição da escravidão por dívidas pela oligarquia dominante estimulou a vinda para a cidade de artesãos estrangeiros, a fim de promover o comércio e atividades culturais.
e) cidade marítima dominada por camponeses proprietários de minifúndios, que permitia aos estrangeiros, Metecos, a realização de atividades culturais.

10. (Mackenzie) 
"... andava pelas ruas e praças de Atenas, pelo mercado e pela assembléia indagando a cada um: 'Você sabe o que é isso que está dizendo?', 'Você sabe o que é isso em que você acredita?', ..., 'Você diz que a coragem é importante, mas o que é a coragem?', 'Você acredita que a justiça é importante, mas o que é a justiça?',..., 'Você crê que seus amigos são a melhor coisa que você tem, mas o que é a amizade?'.

Suas perguntas deixavam seus interlocutores embaraçados,... descobriam surpresos que não sabiam responder e que nunca tinham pensado em suas crenças e valores ...

... as pessoas esperavam que ele respondesse, mas para desconcerto geral, dizia: 'Não sei, por isso estou perguntando.' Daí a famosa frase: 'Sei que nada sei' ".

(Marilena Chauí)
O texto relaciona-se com:
a) a criação dos princípios da Lógica, por Aristóteles, de maneira a formar uma ciência Analítica: A Metafísica.
b) as tragédias de Sófocles, que tinham como tema dominante o conflito entre o indivíduo e a sociedade.
c) a obstinação do historiador Tucídides em descobrir as causas políticas que determinaram os acontecimentos históricos.
d) as preocupações de Eurípedes com os problemas do homem, suas paixões, grandezas e misérias.
e) a filosofia de Sócrates, voltada para as questões humanas, preocupada com as virtudes morais e políticas.

11. (Pucpr) A Civilização Grega apresentou unidade cultural e fragmentação política.
Sobre o assunto, assinale a alternativa correta:
a) Quando as tribos arianas ou indo-europeias dos aqueus, eólicos, jônios e dóricos penetraram na Grécia encontraram a região desabitada, o que facilitou-lhes a fixação.
b) A conquista da Grécia por Felipe II da Macedônia foi anterior ao domínio romano na região.
c) Atenas e Esparta, as principais pólis gregas foram igualmente fundadas pelos descendentes dos eólicos, o que explica serem suas economias iguais, baseadas na pesca, artesanato e intenso comércio, inclusive marítimo.
d) Tanto Atenas quanto Esparta implantaram governos tipicamente democráticos nos séculos V e IV a.C., tendo a primeira, contudo, mantido a forma monárquica de governo.
e) A agressividade das pólis, ou cidades-estados de Tebas e Corinto, provocou a primeira onda colonizadora grega, que povoou inclusive as ilhas do mar Egeu.

12. (Pucrs) As chamadas Guerras Médicas, contra os persas, no século V. a.C., condicionaram uma série de transformações políticas, econômicas e sociais no mundo grego. Dentre essas transformações é correto apontar
a) a consolidação da hegemonia de Esparta sobre toda a Grécia, em virtude da forte concentração militar produzida por aquela cidade na região do Peloponeso.
b) a relativa decadência comercial de Atenas, que teve sua frota mercante severamente reduzida pelos ataques persas no mar Egeu.
c) a formação da Confederação de Delos, uma liga militar de forças terrestres comandada por Esparta.
d) a intensificação da luta interna entre os partidos democrático e aristocrático em Atenas.
e) a substituição do domínio econômico do setor agrícola pelo comercial, em Esparta.

13. (Udesc) São fontes indispensáveis para o conhecimento dos primeiros tempos daquilo que viria a se constituir na civilização grega os poemas "Ilíada" e "Odisséia", atribuídos a Homero. Seus versos tratam, sobretudo, de episódios e conseqüências relacionadas com a seguinte alternativa:
a) o domínio do fogo ofertado aos homens por Prometeu;
b) a longa guerra contra a cidade de Tróia;
c) a implantação da democracia em Atenas;
d) os combates e batalhas da Guerra do Peloponeso;
e) a conquista da Grécia pelas tropas romanas.

14. (Uece) A respeito da "Liga de Delos", que seria a base do imperialismo ateniense, podemos dizer corretamente:
a) decorreu da aliança de cidades gregas e persas contra, a expansão macedônica
b) pretendia libertar algumas cidades gregas, lideradas pela cidade de Delos, da dominação espartana
c) surgiu de um processo de sujeição ou de domínio exercido por Atenas sobre as demais cidades da Liga
d) definia-se, de início, como uma aliança militar, que previa autonomia para seus participantes, reservando à Atenas o comando das operações
e) mesmo sendo liderada por Atenas, Esparta apresenta grande influência sobre ela.

Referencia


Grecia Antiga

História da Grécia Antiga
Introdução 

A civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, por volta de 2000 AC. Formou-se após a migração de tribos nômades de origem indo-europeia, como, por exemplo, aqueus, jônios,eólios e dórios. As pólis (cidades-estado), forma que caracteriza a vida política dos gregos, surgiram por volta do século VIII a.C. As duas pólis mais importantes da Grécia foram: Esparta e Atenas.

Expansão do povo grego (diáspora) 
Por volta dos séculos VII a.C e V a.C. acontecem várias migrações de povos gregos a vários pontos do Mar Mediterrâneo, como consequência  do grande crescimento populacional, dos conflitos internos e da necessidade de novos territórios para a prática da agricultura. Na região da Trácia, os gregos fundam colônias, na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (Turquia atual). Os conflitos e desentendimentos entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa ocasiona as famosas Guerras Médicas (492 a.C. a 448 a.C.), onde os gregos saem vitoriosos.
Esparta e Atenas envolvem-se na Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. No ano de 359 a.C., as pólis gregas são dominadas e controladas pelos Macedônios. 
Economia da Grécia Antiga 
A economia dos gregos baseava-se no cultivo de oliveiras, trigo e vinhedos. O artesanato grego, com destaque para a cerâmica, teve grande a aceitação no Mar Mediterrâneo. As ânforas gregas transportavam vinhos, azeites e perfumes para os quatro cantos da península. Com o comércio marítimo os gregos alcançaram grande desenvolvimento, chegando até mesmo a cunhar moedas de metal. Os escravos, devedores ou prisioneiros de guerras foram utilizados como mão-de-obra na Grécia. Cada cidade-estado tinha sua própria forma político-administrativa, organização social e deuses protetores.
Cultura e religião 
Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia). Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.
A dramaturgia grega também pode ser destacada. Quase todas as cidades gregas possuíam anfiteatros, onde os atores apresentavam peças dramáticas ou comédias, usando máscaras. Poesia, a história ,artes plásticas e a arquitetura foram muito importantes na cultura grega.
A religião politeísta grega era marcada por uma forte marca humanista. Os deuses possuíam características humanas e de deuses. Os heróis gregos (semideuses) eram os filhos de deuses com mortais. Zeus, deus dos deuses, comandava todos os demais do topo do monte Olimpo. Podemos destacar outros deuses gregos : Atena (deusa das artes), Apolo (deus do Sol), Ártemis (deusa da caça e protetora das cidades), Afrodite (deusa do amor, do sexo e da beleza corporal), Deméter (deusa das colheitas), Hermes (mensageiro dos deuses) entre outros. A mitologia grega também era muito importante na vida desta civilização, pois através dos mitos e lendas os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos importantes.
Os gregos costumavam também consultar os deuses no oráculo de Delfos. Acreditavam que neste local sagrado, os deuses ficavam orientando sobre questões importantes da vida cotidiana e desvendando os fatos que poderiam acontecer no futuro.
Na arquitetura, os gregos ergueram palácios, templos e acrópoles de mármore no topo de montanhas. As decisões políticas, principalmente em Atenas, cidade onde surgiu a democracia grega, eram tomadas na Ágora (espaço público de debate político). 

Referencia
http://www.suapesquisa.com

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